quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010


Se soubesse o quanto me ensurdece o teu silêncio
quantas vezes vivo as horas mortas aguardando um sinal

dormindo sobre as minhas insónias provocadas por ti

enxugando as lágrimas que o meu coração não deixa de verter.





Se soubesses o quanto sonho com um real que não existe

quantas histórias habitam o meu dia-a-dia e pesadelam as minhas noites

as bandas sonoras que invento para cada momento não vivido

enxugando as lágrimas que o meu coração se recusa a deixar de verter.





Se soubesses o quanto dependo de ti para viver

que o meu sorriso só a ti se deve, apesar do amor que não me tens

ou terás?


Se ao menos eu soubesse.

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