
Se pudessemos nos conter
ser o que idealizamos ser
bondosos, calmos, compassivos
Mas, qual tempestade imprevista,
submergimos do subterrâneo
e do lodo trazemos as iras
Palavras que chicoteiam
escarneiam, machucam
vitupérios de vômitos
Para depois, serenos,
envergonhados, arrependidos
dar-nos conta de nossas faltas
Feito crianças dengosas
reclamando colo e perdão
de quem amamos e magoamos...
EDILOY A C FERRARO
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